Maria de Belén, natural da Galiza, Espanha, dá-nos o seu testemunho sobre o acidente de viação que sofreu em Portugal e as dificuldades que teve com a companhia de seguros para receber a indemnização que lhe correspondia.

No passado dia 8 de dezembro de 2010, fui vítima de um acidente de viação numa viagem a Portugal. Íamos 5 pessoas no automóvel e os restantes passageiros também sofreram lesões, mas eu era a que me encontrava pior.

O perito da seguradora diagnosticou-me  uma entorse cervical e uma tendinite de Aquiles no pé esquerdo,  um período de incapacidade temporal de 48 dias e unicamente 2 pontos de sequela por essas lesões.

Para além da falta de sensibilidade da companhia de seguros na gestão do caso, a oferta de indemnização realizada aos 5 lesados demonstra igualmente a sua falta de objetividade: os restantes passageiros receberam todos uma proposta de 1.390€. A mim – por algum motivo que desconheço – ofereceram-me ainda menos: 1.350€…

Por outro lado, a minha ausência ao trabalho prejudicou-me também a nível profissional. A minha empresa reduziu-me o meu ordenado em 200€ mensais e a companhia de seguros nunca se mostrou disposta a compensar-me por essas perdas salariais.

Estive incapacitada para realizar desporto, para realizar as tarefas domésticas e quotidianas do dia-a-dia e unicamente pretendiam indemnizar-me com 1.350€!

Não é difícil imaginar o descontentamento e sentimento de impotência que senti perante esta situação e o quão duro é suportar as dores sabendo que ambas as companhias (a minha e a contrária) pareciam rir-se de mim, querendo indemnizar-me com menos dinheiro que os restantes passageiros que nem sequer estiveram de baixa laboral.

Foram estes motivos que me levaram a querer entender porque razão eu não tinha direito a mais e tive a sorte de encontrar a página da Indemnização por Acidente.

Procurei casos similares e mais informação sobre a legislação portuguesa para acidentes de viação. Confesso que hesitei antes de dar o primeiro passo porque se a minha companhia de seguros, uma das maiores e mais prestigiadas do setor, não conseguiu fazer nada por mim, o que podia esperar destes advogados?

No entanto, a Indemnização por Acidente tratou de todos os trâmites sem que fosse necessário que eu me deslocasse a Portugal em nenhuma ocasião e sem que eu tivesse que dirigir-me mais às companhias de seguros.

Os advogados responsáveis pelo meu caso também discordavam da oferta realizada pela companhia de seguros contrária e solicitaram uma segunda opinião médica a um dos seus peritos especialistas em avaliação de dano corporal. O perito deslocou-se ao meu domicílio e a sua valoração foi a seguinte: 118 dias de incapacidade temporal e 4 pontos de sequela, mais do dobro do que assumiu a companhia de seguros.

Os advogados informaram-me que o melhor era tentar chegar a um acordo com a seguradora para evitar o recurso aos tribunais (um caso deste tipo pode arrastar-se mais de dois anos nos tribunais portugueses…) mas, se fosse necessário, avançaríamos por essa via.

Uma vez iniciadas as negociações com a seguradora, os meus advogados entraram em contacto comigo para informar-me que a companhia de seguros reconsiderou e fazia uma nova oferta: 7.600€!

Estava disposta a aceitar essa quantia para evitar que o caso avançasse para tribunal mas os meus advogados achavam que era possível subir um pouco mais esse valor.

Alguns dias mais tarde, graças ao trabalho e experiência dos meus advogados nesta matéria, tinha uma nova proposta de 10.000€!

De tempos a tempos, as dores ainda me incomodam mas considero que tive muita sorte e estou muito contente com a forma como o caso foi resolvido. Deixo aqui os meus mais sinceros agradecimentos à Indemnização por Acidente e espero que o meu caso possa ajudar outras pessoas que se encontrem na mesma situação, incentivando-as a continuar a lutar e a não ceder às pressões das companhias de seguros.

Todos os passageiros do autocarro que tenham sofrido lesões corporais deverão ser indemnizados pelos danos e prejuízos económicos decorrentes do sinistro.

Os acidentes de viação entre veículos de transporte coletivo de pessoas são bastante frequentes. Neste tipo de acidentes, como o ocorrido no passado dia 9 de julho em Gondomar, envolvendo um autocarro de passageiros e um veículo pesado de transporte de carne, todos os lesados devem ser ressarcidos pelos danos sofridos.

Geralmente, num acidente de viação os passageiros não têm qualquer responsabilidade na ocorrência do acidente. Assim sendo, a companhia de seguros do condutor responsável deve indemnizar todas as vítimas, tanto em termos de prejuízos económicos ou danos patrimoniais, como em termos de reparação dos danos não patrimoniais ou morais.

A indemnização correspondente a cada uma das vítimas do acidente irá depender, essencialmente, das perdas económicas derivadas do acidente e da gravidade das lesões que sofreram.

Em termos de prejuízos económicos, a seguradora responsável pela reparação dos danos deve ressarcir o lesado por:

– Despesas médicas;
- Gastos de deslocamento;
- Perdas salariais e outros rendimentos;
- Danos materiais (dos objetos pessoais que possam ter sido danificados);
- Etc.

No que diz respeito à reparação dos danos não patrimoniais, a indemnização é mais difícil de quantificar.

No entanto, a lei prevê que sempre que se produza um dano, o responsável pelo incidente deve reparar a situação que existiria nesse momento se não se tivesse produzido o dano. Sempre que não seja possível reparar a situação que existia à data do acidente, as vítimas deverão receber uma compensação económica por:

– Prejuízo estético;
- Dores sofridas por consequência das lesões e tratamentos;
- Repercussão na vida social;
- Repercussão na vida profissional;

A questão que se levanta então é saber como se avaliam estes danos em dinheiro.

Esse valor irá depender fundamentalmente da gravidade das lesões, da implicação dessas lesões na vida quotidiana e profissional do lesado e das sequelas resultantes.

Para que a indemnização seja avaliada corretamente é fundamental que o sinistrado tenha todos os relatórios médicos que acreditem as lesões que sofreu. Com base nessa documentação, é feita uma avaliação pecuniária recorrendo à Tabela Nacional para Avaliação de Incapacidades em Direito Civil.

Antes de aceitar qualquer proposta de indemnização ou em caso de dúvida, peça uma segunda opinião sobre os seus direitos.
Para mais informações, poderá contactar-nos através de info@indemnizacaoporacidente.com ou do telefone 211 217 689.

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